Desqualificação profissional gera redução do PBI

Mão de obra desqualificada e desenvolvimento limitado de tecnologias geram baixa produtividade em todo o país. Essas são as causas apontadas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para a baixa no Produto Interno Bruto (PBI) brasileiro de 2,2% para 0,9 em 2014, no relatório “World Economic Outloock” divulgado no mês passado.

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Na última década a produtividade média da economia do país cresceu 1% ao ano, já na agropecuária o avançou foi de 4% no mesmo período. Em um estudo realizado em Nova York que mede o desenvolvimento de cada nação, o Brasil ficou em 81o lugar num total de 122 países.

“Produtividade significa capacidade de um país produzir mais barato, com maior eficiência, com melhor tecnologia os bens que abastecem nossas empresas e abastecem nossas famílias. Maior produtividade significa menores custos para quem compra esses bens”, afirma Marcos Lisboa, vice-­presidente do Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa).

A formação insuficiente nas escolas primárias e de ensino médio reflete no mercado de trabalho. Em um teste simples como “ditado de palavras” é revelado um dos grandes problemas da educação brasileira: o analfabetismo funcional. O sujeito não consegue compreender os fatos e nem realizar cálculos básicos, como soma ou multiplicação. Cursos de línguas e de especialização em outras áreas compõe junto a outros fatores a paradoxal situação do mercado de trabalho hoje: sobram vagas, faltam funcionários mas há aumento do desemprego. Nas universidades não é diferente. Cerca de 40% dos estudantes sofrem algum grau de analfabetismo, de acordo com o Inaf (Indicador Analfabetismo Funcional) em relatório divulgado em 2014.

Muitas universidades investem na formação técnica dos estudantes e algumas empresas mundiais formam parcerias com os centros de estudos, visando captar os novos profissionais que sairão preparados para o mercado de trabalho. Na Universidade Federal de Santa Catarina diversos cursos e projetos de graduação recebem incentivo de empresas privadas, é o caso da equipe de Barcos Solares Vento Sul que tem parceria com a empresa privada Radix.

O desenvolvimento de novas tecnologias e formas de trabalho gera crescimento econômico. Materiais e áreas que são desperdiçadas poderiam ser substituídos por produtos mais baratos e com maior rendimento. Na agropecuária, o Brasil é o vice-­líder de produção de soja mundial, com produção de 3 mil quilos por hectare. Este desempenho é o resultado investimento em pesquisas genéticas e de melhoramento do solo.

Outro exemplo nacional de empreendedorismo é o da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias) que desenvolveu um sistema de rodízio do solo, que nunca fica parado. O terreno de plantação depois da colheita vira pasto para o gado, e depois de um tempo volta a ser plantação. Em outra área, árvores foram plantadas para fornecer sombra aos animais que ficam menos estressados. Se por um lado as inovações da indústria reduzem a mão de obra, por outro há ganho de tempo e dinheiro tanto para as empresas, quanto para os funcionários.

De acordo com o diretor da Organização Internacional do Trabalho o desafio não é evitar a tecnologia e sim preparar as pessoas para trabalhos específicos que pagam melhores salários.

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