Contribuições de Alfred Marshall às teorias da demanda e utilidade

Alfred Marshall (1842-1924) foi matemático e um dos principais economistas da Escola Neoclássica. Formado na Universidade de Cambridge. Marshall seguiu a carreira acadêmica tornando-se referência entre os teóricos da microeconômia nas universidades de todo o mundo.  “Marshall foi o fundador daquele grupo dentro da tradição economia neoclássica do século XX, que combina sua defesa do capitalismo laissez-faire com uma grande flexibilidade, que admite pequenas reformas, visando ao funcionamento menos severo do sistema econômico. “ História do Pensamento Econômico – Hunt,  E.K. – pág.274

Marshall criou o conceito de utilidade marginal decrescente e as condições necessárias para a maximização da utilidade do consumidor através da troca.

Sobre a sua teoria da demanda, o economista defendia que o em um período analisa os gostos do consumidor seriam constantes. “Não supomos que haja tempo para qualquer alteração no carácter ou nos gostos do próprio homem”. Isso implicaria na ética subjacente na economia neoclássica.

Marshall analisava o sistema de ofertas e demandas de forma parcial, examinando separadamente um ou dois mercados de uma ou duas mercadorias. Ignorava as ligações e efeitos entre o consumo de um produto e a oferta de outro item do mesmo segmento, ou até o diferente. Suas teorias estavam centradas em análises de equilíbrio parcial.

marshall

No campo ideológico Marshall defendia o capitalismo alegando que os marxistas desconheciam as bases do liberalismo e em especial o funcionamento da “mão-invisível”:

Se um homem tivesse talento para administrar negócios, certamente seria levado a aproveitar esse talento em benefícios da humanidade; a busca do próprio interesse levaria os outros a oferecer-lhe tanto capital quanto ele pudesse usar da melhor possível; seu próprio interesse o levaria a organizar todos os seus empregados de maneira que trabalhassem sempre da melhor maneira possível; [..] pudessem contribuir além do seu custo para a satisfação das necessidades do mundo.[..]

Incorporando ainda, conceitos do darwinismo social evolucionário às suas teorias, Marshall acreditava que os progressos e avanços da sociedade só poderiam acontecer de forma lenta e através de gerações. Um revolução levaria a miséria do povo por falta de estrutura e adaptação imediata.


Fonte: Hunt, E.K., 1037. História do pensamento econômico: uma perspectiva crítica / E.K. Hunt, Howard J.Sherman.

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