Divisão do Trabalho: fabril, social e internacional

Divisão fabril do trabalho

Adam Smith, em sua obra “A riqueza das nações”, aborda este tema, apresentando argumentos que vão ao encontro da ideia de que a divisão do trabalho leva a um aprimoramento das técnicas produtivas.

Para Smith, a produção dos artesãos onde um produto é feito do inicio ao fim por uma mesma pessoa, caracteriza uma forma primitiva de trabalho, em oposição aos métodos manufatureiros onde cada trabalhador responde por apenas uma atividade da cadeia produtiva, que caracteriza uma forma desenvolvida.Smith afirma ainda que a especialização dos operários em atividades simples aumentaria a destreza e a capacidade produtiva destes.

Divisão internacional do trabalho

David Ricardo, desenvolveu a teoria das vantagens comparativas, onde ele defende que os países deveriam se especializar na produção do que estão mais aptos a fazer, seja por diferença de solo, clima ou mesmo tecnológica de forma a aumentar a eficiência de suas produções e comercializassem entre si esses produtos de forma que especialização internacional seria mutuamente vantajosa em todos os casos em que as nações parceiras canalizassem os seus recursos para a
produção daqueles bens em que sua eficiência fosse relativamente maior.

Ricardo argumentava que uma nação não necessita possuir vantagem absoluta em toda produção, essa vantagem absoluta se caracteriza por eficiência de produção e uso de menos trabalho, basta que os países detenham vantagem relativa na produção de um bem apresentando menos custo de oportunidade para produzir essa mercadoria, de forma que mutuamente os países beneficiariam maximizando a sua produção e o seu consumo.

Divisão Social do Trabalho

texto extraido de http://dinohumanas.blogspot.com.br/2011/09/o-trabalho-na-sociedade-moderna.html

Para Karl Marx, a divisão social do trabalho é realizada no processo de desenvolvimento das sociedades. Ele quer dizer que, conforme buscamos atender a nossas necessidades. Estabelecemos relações de trabalho e maneiras de dividir as atividades. Por exemplo: nas sociedades tribais, a divisão era feita com base nos critérios de sexo e idade; quando a agricultura e o pastoreio começaram a ser praticados, as funções se dividiram entre quem plantava, quem cuidava dos animais e quem caçava ou pescava.

Com a formação das cidades, houve uma divisão entre o trabalho rural (agricultura) e o trabalho urbano (comércio e indústria). O desenvolvimento da produção e seus excedentes deram lugar a uma nova divisão entre quem administrava – o diretor ou gerente – e quem executava – o operário. Aí está a semente da divisão em classes, que existe em todas as sociedades gera a divisão de classes.

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